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DIU: perguntas e respostas sobre o dispositivo intra-uterino

Na escolha do método contraceptivo, vários fatores são levados em consideração, e sem dúvida o que mais pesa é a EFICÁCIA. O dispositivo intra-uterino (DIU) é um método de longa duração (3 a 10 anos, dependendo do modelo), pode ser não hormonal (cobre, ou cobre + prata) ou hormonal (com progesterona) e possui eficácia superior a 99%, segundo dados da OMS.

Abaixo, a Dra. Carolina Andreoli esclarece as principais dúvidas sobre o método:

  • O DIU é seguro?

Sim, a eficácia do DIU é de 99,3% ·.

  • Quem pode usar o DIU?

O DIU pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa. Hoje já se sabe que uma mulher que nunca passou por uma gestação, mesmo adolescente, e aquela que passou por uma cirurgia cesariana, podem ser candidatas ao uso do DIU. Além disso, pode ser usado por mulheres que estão amamentando e não interfere na produção, quantidade e qualidade do leite materno

  • Quem não pode usar o DIU?

O DIU é contraindicado para mulheres que estejam apresentando no momento Doença Inflamatória Pélvica, Infecções sexualmente transmissíveis, miomas que distorçam a cavidade uterina, sangramento vaginal sem diagnóstico, malformações uterinas e estreitamento do canal do colo uterino, câncer do colo de útero e do endométrio. O DIU hormonal é contra-indicado em mulheres com câncer de mama ou endométrio.

  • Quais os tipos e prazos de validade dos DIUs?

O DIU não hormonal pode ser de cobre ou cobre+prata, tem diversos formatos e tamanhos e dura de 3 a 10 anos. O DIU hormonal está disponível sob um modelo e dura 5 anos.

  • O DIU é abortivo?

Não, o DIU não é abortivo. É um método contraceptivo que, por sua presença física e efeitos no útero, impede o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ou seja, o DIU age antes do processo de fecundação do óvulo, não havendo razões para a associação.

  • O DIU pode deixar a mulher infértil?

Não. O DIU não provoca infertilidade. Se a mulher quiser engravidar, o DIU pode ser retirado a qualquer momento.

  • O DIU influencia na menstruação?

O DIU de cobre pode intensificar o fluxo menstrual e até causar mais cólicas nos primeiro três meses apos à inserção sendo esse sintoma de caráter transitório,  na maioria das mulheres. O DIU hormonal reduz ou mesmo cessa a menstruação, sendo indicado em especial para pacientes com problemas menstruais ou cólicas intensas.

  • Quando se deve colocar o DIU?

Para mulheres que estejam menstruando regularmente, o DIU pode ser inserido a qualquer momento durante o ciclo menstrual, desde que haja certeza de que a mulher não esteja grávida, que não tenha malformação uterina e não existam sinais de infecção. Pode ser inserido em qualquer fase do ciclo menstrual, desde que seja descartada uma possível gravidez..

Após o parto normal, o DIU pode ser inserido após a expulsão da placenta, até 48 horas após o parto. Passado esse período, deve-se aguardar, pelo menos, quatro semanas pós-parto.

Após aborto espontâneo ou induzido, o DIU pode ser colocado imediatamente, se não houver infecção e caso a mulher deseje utilizar o método.

  • Dói para colocar o DIU?

Esta é uma questão que depende da sensibilidade de cada mulher a dor. O procedimento, em geral, é simples e indolor,  pode ser feito com anestesia local em consultório, podendo trazer apenas um leve incômodo para a implantação. A retirada do DIU também é um procedimento simples e em geral indolor.  

  • O dispositivo pode incomodar ou doer no útero após a implantação?

Logo após a inserção, podem ocorrer cólicas e desconforto, devendo ser avaliado o posicionamento do DIU, preferencialmente com ecografia. Depois desse período, incômodos ou dores na região do útero devem ser investigados.

  • O DIU pode sair do lugar?

Sim. Porém, são raras as situações, tanto do DIU sair do lugar como também o útero expulsar o dispositivo.

  • Na relação sexual, o homem pode sentir o DIU?

Não. O que pode ser sentido pelo parceiro na relação sexual é o fio de nylon que acompanha o dispositivo, se ele for cortado muito curto depois da colocação. Nestes casos, pode-se trocar o DIU.

  • Uso do DIU necessita de outro método adicional?

O DIU é suficiente para garantir a eficácia contraceptiva. É sempre recomendada que seja realizada a dupla proteção, ou seja, que seja utilizado também o preservativo feminino ou masculino em todas as relações sexuais, pois são os únicos métodos que protegem de infecções sexualmente transmissíveis, inclusive HIV/Aids, sífilis e hepatites virais.

  • Mulheres com doenças crônicas podem utilizar o DIU?

Sim. Mulheres tabagistas, com doença cardíaca, hipertensão, diabetes e trombose, entre outras situações,  podem utilizar o DIU.. O dispositivo não aumenta o risco de infecções pélvicas. O DIU hormonal é contra-indicado em mulheres que têm ou tiveram câncer de mama ou endométrio.

  • O uso do DIU pode causar câncer?

Não há evidências de que o DIU aumenta o risco de neoplasia intra-epitelial cervical ou câncer de colo uterino.

  • Métodos de imagem como Ressonância Magnética podem ser realizados em usuárias de DIU?

Sim. Mulheres que utilizam DIU de cobre podem realizar ressonância magnética da pelve com segurança. Não há alteração significativa da temperatura intrauterina nesses casos.  Ainda assim, é importante lembrar ao radiologista que vai fazer o exame que a mulher utiliza o DIU.

  • Tenho direito ao DIU pelo SUS ou pelo convênio?

Sim. O SUS fornece gratuitamente o DIU de cobre. No RS, Porto Alegre também fornece gratuitamente o DIU hormonal para populações específicas de risco (referência ao final do texto). Segundo normas da ANS, os planos de saúde também devem cobrir atividades de planejamento familiar, como DIU de cobre e hormonal, ligadura tubária e vasectomia.

Fontes:

*Centers for Disease Control and Prevention. Contraception, 2019. Available from: <https://www.cdc.gov/reproductivehealth/contraception/index.htm>

*World Health Organization. Medical eligibility criteria for contraceptive use — 5th edition, 2015. Available from: <https://www.who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/MEC-5/en/>

*FEBRASGO. Manual de critérios de elegibilidade da OMS para uso de métodos anticoncepcionais, 2010. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manuais_Novos/Manual-de-Criterios-Elegibilidade.pdf>

*Prefeitura de Porto Alegre, 2018. <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/default.php?p_noticia=999197456&NOTA+DE+ESCLARECIMENTO+DA+SECRETARIA+MUNICIPAL+DE+SAUDE>

*ANS, 2009. <http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/sobre-a-ans/986-nova-lei-salienta-a-importancia-do-planejamento-familiar-na-saude-suplementar>

DIU: perguntas e respostas sobre o dispositivo intra-uterino

Na escolha do método contraceptivo, vários fatores são levados em consideração, e sem dúvida o que mais pesa é a EFICÁCIA. O dispositivo intra-uterino (DIU) é um método de longa duração (3 a 10 anos, dependendo do modelo), pode ser não hormonal (cobre, ou cobre + prata) ou hormonal (com progesterona) e possui eficácia superior a 99%, segundo dados da OMS.

Abaixo, a Dra. Carolina Andreoli esclarece as principais dúvidas sobre o método:

  • O DIU é seguro?

Sim, a eficácia do DIU é de 99,3% ·.

  • Quem pode usar o DIU?

O DIU pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa. Hoje já se sabe que uma mulher que nunca passou por uma gestação, mesmo adolescente, e aquela que passou por uma cirurgia cesariana, podem ser candidatas ao uso do DIU. Além disso, pode ser usado por mulheres que estão amamentando e não interfere na produção, quantidade e qualidade do leite materno

  • Quem não pode usar o DIU?

O DIU é contraindicado para mulheres que estejam apresentando no momento Doença Inflamatória Pélvica, Infecções sexualmente transmissíveis, miomas que distorçam a cavidade uterina, sangramento vaginal sem diagnóstico, malformações uterinas e estreitamento do canal do colo uterino, câncer do colo de útero e do endométrio. O DIU hormonal é contra-indicado em mulheres com câncer de mama ou endométrio.

  • Quais os tipos e prazos de validade dos DIUs?

O DIU não hormonal pode ser de cobre ou cobre+prata, tem diversos formatos e tamanhos e dura de 3 a 10 anos. O DIU hormonal está disponível sob um modelo e dura 5 anos.

  • O DIU é abortivo?

Não, o DIU não é abortivo. É um método contraceptivo que, por sua presença física e efeitos no útero, impede o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ou seja, o DIU age antes do processo de fecundação do óvulo, não havendo razões para a associação.

  • O DIU pode deixar a mulher infértil?

Não. O DIU não provoca infertilidade. Se a mulher quiser engravidar, o DIU pode ser retirado a qualquer momento.

  • O DIU influencia na menstruação?

O DIU de cobre pode intensificar o fluxo menstrual e até causar mais cólicas nos primeiro três meses apos à inserção sendo esse sintoma de caráter transitório,  na maioria das mulheres. O DIU hormonal reduz ou mesmo cessa a menstruação, sendo indicado em especial para pacientes com problemas menstruais ou cólicas intensas.

  • Quando se deve colocar o DIU?

Para mulheres que estejam menstruando regularmente, o DIU pode ser inserido a qualquer momento durante o ciclo menstrual, desde que haja certeza de que a mulher não esteja grávida, que não tenha malformação uterina e não existam sinais de infecção. Pode ser inserido em qualquer fase do ciclo menstrual, desde que seja descartada uma possível gravidez..

Após o parto normal, o DIU pode ser inserido após a expulsão da placenta, até 48 horas após o parto. Passado esse período, deve-se aguardar, pelo menos, quatro semanas pós-parto.

Após aborto espontâneo ou induzido, o DIU pode ser colocado imediatamente, se não houver infecção e caso a mulher deseje utilizar o método.

  • Dói para colocar o DIU?

Esta é uma questão que depende da sensibilidade de cada mulher a dor. O procedimento, em geral, é simples e indolor,  pode ser feito com anestesia local em consultório, podendo trazer apenas um leve incômodo para a implantação. A retirada do DIU também é um procedimento simples e em geral indolor.  

  • O dispositivo pode incomodar ou doer no útero após a implantação?

Logo após a inserção, podem ocorrer cólicas e desconforto, devendo ser avaliado o posicionamento do DIU, preferencialmente com ecografia. Depois desse período, incômodos ou dores na região do útero devem ser investigados.

  • O DIU pode sair do lugar?

Sim. Porém, são raras as situações, tanto do DIU sair do lugar como também o útero expulsar o dispositivo.

  • Na relação sexual, o homem pode sentir o DIU?

Não. O que pode ser sentido pelo parceiro na relação sexual é o fio de nylon que acompanha o dispositivo, se ele for cortado muito curto depois da colocação. Nestes casos, pode-se trocar o DIU.

  • Uso do DIU necessita de outro método adicional?

O DIU é suficiente para garantir a eficácia contraceptiva. É sempre recomendada que seja realizada a dupla proteção, ou seja, que seja utilizado também o preservativo feminino ou masculino em todas as relações sexuais, pois são os únicos métodos que protegem de infecções sexualmente transmissíveis, inclusive HIV/Aids, sífilis e hepatites virais.

  • Mulheres com doenças crônicas podem utilizar o DIU?

Sim. Mulheres tabagistas, com doença cardíaca, hipertensão, diabetes e trombose, entre outras situações,  podem utilizar o DIU.. O dispositivo não aumenta o risco de infecções pélvicas. O DIU hormonal é contra-indicado em mulheres que têm ou tiveram câncer de mama ou endométrio.

  • O uso do DIU pode causar câncer?

Não há evidências de que o DIU aumenta o risco de neoplasia intra-epitelial cervical ou câncer de colo uterino.

  • Métodos de imagem como Ressonância Magnética podem ser realizados em usuárias de DIU?

Sim. Mulheres que utilizam DIU de cobre podem realizar ressonância magnética da pelve com segurança. Não há alteração significativa da temperatura intrauterina nesses casos.  Ainda assim, é importante lembrar ao radiologista que vai fazer o exame que a mulher utiliza o DIU.

  • Tenho direito ao DIU pelo SUS ou pelo convênio?

Sim. O SUS fornece gratuitamente o DIU de cobre. No RS, Porto Alegre também fornece gratuitamente o DIU hormonal para populações específicas de risco (referência ao final do texto). Segundo normas da ANS, os planos de saúde também devem cobrir atividades de planejamento familiar, como DIU de cobre e hormonal, ligadura tubária e vasectomia.

Fontes:

*Centers for Disease Control and Prevention. Contraception, 2019. Available from: <https://www.cdc.gov/reproductivehealth/contraception/index.htm>

*World Health Organization. Medical eligibility criteria for contraceptive use — 5th edition, 2015. Available from: <https://www.who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/MEC-5/en/>

*FEBRASGO. Manual de critérios de elegibilidade da OMS para uso de métodos anticoncepcionais, 2010. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manuais_Novos/Manual-de-Criterios-Elegibilidade.pdf>

*Prefeitura de Porto Alegre, 2018. <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/default.php?p_noticia=999197456&NOTA+DE+ESCLARECIMENTO+DA+SECRETARIA+MUNICIPAL+DE+SAUDE>

*ANS, 2009. <http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/sobre-a-ans/986-nova-lei-salienta-a-importancia-do-planejamento-familiar-na-saude-suplementar>

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