Qual a chance de engravidar no período fértil?

Quando um casal decide ter filhos, pode levar meses até que a gravidez ocorra. Esse processo é normal, mas quando passa do período de 1 ano, pode estar associado a um problema de fertilidade. 

Para ter mais sucesso nas tentativas, muitas mulheres monitoram o período fertil. Será que realmente funciona calcular a famosa “tabelinha”? Na busca da resposta, é importante entender, primeiro, o que é o período fértil. Refere-se à fase em que a mulher ovula, variando muito de mulher para mulher. Esse estágio acontece cerca de 14 dias antes da data da menstruação e funciona principalmente em ciclos extremamente regulares. Durante o período fértil, a chance de engravidar aumenta em até 25%, ou seja, as relações sexuais nessa época têm mais chance de gerar um embrião devido ao fato de o óvulo durar cerca de 24 horas no organismo da mulher. 

Na hora de identificar esse período, deve-se realizar a contagem de dias ou analisar certos sintomas característicos dessa fase. Com o cálculo, é possível saber qual o provável dia em que ocorrerá a ovulação. Geralmente, é após 2 semanas do término do ciclo menstrual. A chance de gravidez é maior no dia da ovulação e nos dois antes, e cai no dia seguinte da ovulação. É essencial saber a duração do seu ciclo, que começa no início da menstruação e vai até o início da próxima. Mulheres com ciclos irregulares podem identificar o período fértil pela análise do muco vaginal, uma das formas de o corpo se preparar para a fecundação. O muco é parecido com uma clara de ovo, transparente e pegajoso, ideal para preservar o espermatozoide vivo de 3 a 7 dias, facilitando o trajeto do útero até as trompas.

Em casais férteis, a ansiedade pode ser um fator que atrapalha no sucesso da gravidez, afetando, inclusive, a ovulação. Quando as chances de insucesso passam de 1 ano, é necessário procurar ajuda profissional. Se você está querendo engravidar, encare esse processo com entusiasmo e otimismo. Conheça o seu corpo e curta o momento! 

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Congelamento de óvulos: opção mais segura e eficaz para mulheres que desejam adiar a maternidade

Postergar a maternidade é cada vez mais o desejo de muitas mulheres. Para isso, o congelamento de óvulos surge como uma alternativa importante, garantindo maior segurança e eficiência na realização desse sonho. 

Idades superiores a 35 anos são consideradas desfavoráveis para engravidar, sob o ponto de vista biológico, já que a qualidade e quantidade dos óvulos é inferior. A fertilidade tem, portanto, relação direta com a faixa etária da mulher. Ao nascer, estima-se que a mulher tenha por volta de 7 milhões de óvulos, valor que se reduz aos 500 mil quando ocorre a primeira menstruação, chegando a menos de 25 mil aos 42 anos. Os principais marcadores da reserva ovariana são a dosagem do hormônio antimulleriano e a contagem de folículos antrais via ultrassom transvaginal. 

Os riscos de aborto e má formação fetal crescem consideravelmente com o avanço da idade da mulher. O risco de Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 a cada 1.250 mulheres aos 25 anos, sendo de 1 para 100 mulheres aos 40 anos. O diagnóstico desta e de outras síndromes pode ser feito antes que a gestação aconteça, como o PGT – Teste genético pré-implantação, que analisa geneticamente os embriões obtidos na fertilização in vitro. 

O congelamento de óvulos não assegura 100% uma gestação bem sucedida, assim como todo tratamento na área de reprodução humana: as chances variam entre 45-60% por tentativa, e o ideal é que o congelamento seja realizado antes dos 35 anos, quando as taxas são melhores. Com os avanços das técnicas, há diversas opções que auxiliam a mulher a preservar a fertilidade e diminuir possíveis riscos de uma gestação tardia. Assim, se uma mulher congelar os óvulos aos 35 anos, mesmo que ela os descongele aos 40 anos, a chance de engravidar permanece a mesma de uma mulher de 35 anos. Os óvulos congelados podem ser utilizados para:

– Aumentar a eficácia da fertilização in vitro;

– Possível doação de óvulos;

– Como alternativa ao congelamento de embriões;

– Preservar a fertilidade em mulheres com necessidade de retirar ovários ou em tratamentos de quimio ou radioterapia;

– Mulheres que desejam adiar a maternidade.

Abaixo, confira como funciona o processo de congelamento!

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É possível engravidar depois dos 40? Confira quais os possíveis riscos

Engravidar depois dos 40 anos é uma realidade cada vez mais comum. As mulheres estão optando por postergar a gestão, focando em outras realizações primeiro, como o desenvolvimento profissional e o autoconhecimento. 

Se tornar mãe é sim um sonho possível, embora as chances sejam menores do que quando a mulher é mais jovem. Com o avanço da idade, os óvulos têm uma qualidade menor, o que dificulta as chances de gravidez. Além disso, a mulher possui mais risco de aborto e doenças. A medicina reprodutiva entra como importante aliada neste cenário, contribuindo para uma gestação saudável. Após os 35 anos, considera-se a gravidez como tardia, em que as chances de sucesso diminuem e existe maior grau de complicações. Para conseguir obter sucesso depois dessa idade, a mulher deve seguir algumas dicas, como: 

  • Realizar o exame do Hormônio Anti-Mulleriano;
  • Realizar um check-up antes de começar as tentativas para engravidar;
  • Verificar a taxa de fertilidade, por meio dos níveis de FSH e/ou estradiol no início do ciclo menstrual, pois são os hormônios que indicam a ovulação;
  • Começar a tomar ácido fólico cerca de três meses antes de começar as tentativas para engravidar;
  • Evitar o estresse e a ansiedade;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Ter relações sexuais frequentes durante o período fértil.

Porém, se após seis meses de tentativas a gravidez depois dos 40 não acontecer, a indicação médica é recorrer aos métodos de reprodução assistida. Existem quatro técnicas principais, confira! 

1. Inseminação artificial: ideal para casais sem problemas graves de infertilidade, mas que apresentam dificuldade na ovulação ou baixa quantidade e mobilidade dos espermatozoides. Nesse método, para facilitar o encontro do espermatozoide com o óvulo, o sêmen é inserido diretamente no colo do útero. A fecundação ocorre dentro do corpo da mulher, mas é necessário avaliar as trompas, a fim de garantir que o esmpermatozoide encontre e fecunde o óvulo. 

2. Fertilização In Vitro (FIV): indicada para casos de infertilidade mais graves, como problemas nas trompas, sequelas de infecções e endometriose. Nesse sentido, a FIV coleta os gametas feminino e masculino. Para isso, as mulheres precisam passar pelo processo de estimulação da ovulação, com medicamentos hormonais. Posteriormente, acontece a coleta dos óvulos. Os homens, por sua vez, concedem a amostra do esperma. 

A próxima etapa da FIV é a fecundação, em que óvulo e espermatozoides são unidos em laboratório. Acontece, então, a formação do embrião. Após alguns dias de cultivo em estufa, o embrião chega à fase de blastocisto e é transferido ao útero. Abaixo, confira a tabela com as chances de sucesso da gestação por meio dessa técnica:

Fonte: Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia 

3. Congelamento de óvulos: também chamado de criopreservação, é a técnica que preserva óvulos jovens em nitrogênio líquido, por meio da vitrificação. É um tratamento muito eficaz para quem planeja adiar a maternidade. O ideal é realizar esse procedimento dos 20 aos 30 anos, auge da fertilidade. Por isso, a idade recomendada para o congelamento é de até 35 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRA).

Fonte: Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia 

4. Ovodação: alternativa em que são utilizados óvulos jovens de outra paciente. É uma opção no caso de mulheres com diminuição da reserva ovariana causada por idade avançada, falência ovariana precoce, tratamentos oncológicos e doenças genéticas. 

É permitida a doação voluntária dos óvulos, conforme Resolução n° 2.168/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Além disso, também é aceita a doação compartilhada, em casos que doadora e receptora estão participando de tratamentos de reprodução assistida. O processo é totalmente anônimo e sigiloso. 

Fonte: Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia 

Quer saber mais sobre esses métodos? Agende sua avaliação e vamos conversar!

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Não é tão simples engravidar: chances não passam de 20% até os 30 anos

Para quem acredita que engravidar é fácil, os fatos científicos apontam o contrário: As chances de engravidar de uma mulher com menos de 30 anos, que tem ciclos menstruais regulares e relações sexuais todos os dias por um no, fica entre 15 a 20% ao mês. Na prática, a cada dez mulheres, apenas duas engravidaram. 

E no caso das “sortudas” que conseguem engravidar, pode levar um tempo para acontecer. Segundo um estudo de 2003, publicado na revista Human Reproduction, para um casal fazendo sxo desprotegido, isso geralmente demora seis meses. Se, após um ano tentando e os testes continuarem negativos, o casal é considerado infértil. 

Mas afinal, por que as chances de sucesso logo de cara são tão baixas? É importante compreender como funciona nosso organismo. Após a ejaculação, os espermatozoides se encontram na vagina. Antes de entrarem no útero, o colo, que funciona como uma espécie de “guarda”, bloqueia a passagem de quase 99% deles. Não é uma seleção entre o mais rápido ou mais forte, mas uma tentativa de excluir os “anormais”, com cabeças estranhas ou duas caudas, por exemplo. E esse processo precisa ser bem rápido, porque os espermatozoides duram até mais ou menos uns três dias no canal vaginal, e o óvulo cerca de oito horas após a ovulação. 


Depois de entrarem no útero, eles são impulsionados pelas contrações uterinas até as trompas. Lá, esperam a chegada do óvulo. Quando isso ocorre, os espermatozoides nadam freneticamente, até se prenderem a ele. Por fim, um sortudo pode conseguir entrar. E falando em estatísticas, apenas um em 250 milhões consegue entrar no óvulo.

Agora que você sabe o que precisa acontecer, surgem obstáculos: primeiro, os ovários podem não produzir um óvulo, devido a algum desequilíbrio hormonal. Segundo, se o óvulo for liberado, mais de um espermatozoide pode fecundá-lo, o que reduz as taxas de sobrevivência do embrião. Além disso, eles podem simplesmente nem chegar. Alterações no útero ou nas trompas funcionam como obstáculos dessa locomoção. Por fim, se a fecundação ocorrer, o óvulo precisa descer para se alinhar ao endométrio, que também pode estar comprometido.

Os homens também desempenham um papel importante na dificuldade de engravidar: o principal problema é justamente a quantidade de espermatozoides que são soltos. Quanto menor esse número, menores as chances. E, segundo pesquisas, essa quantidade tem ficado cada vez menor no mundo. O problema ainda maior é a qualidade do esperma, perdida ao longo dos anos. O esperma mais velho também acumula mutações que podem chegar até o bebê. 

Para as mulheres, acontece algo parecido: as chances de engravidar caem porque os óvulos perdem a qualidade. Quando se tem entre 36 e 37 anos, cai para 15%; aos 38 e 40 anos; apenas 10% de chance. Após essa idade, a chance é irrisória, o que prejudica a fertilização. As mudanças socioculturais tornaram a gravidez um plano tardio, pelo menos para grande parte das mulheres. 

As mulheres que têm esse poder de escolha têm optado cada vez mais pelo congelamento de óvulos. Quando o óvulo é congelado, as chances de engravidar são as mesmas da idade que a mulher tinha quando realizou a técnica. Além desse procedimento, a fertilização in vitro também é muito utilizada. As taxas de sucesso, nesse caso, são maiores com a ajuda da tecnologia, subindo para quase 60%, já que o embrião é inserido  “pronto” dentro da mulher, devendo evoluir e aderir à parede do útero. 

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FIV: entenda a técnica que pode implementar óvulos de Thammy Miranda na esposa

Thammy Miranda, homem transexual e vereador da cidade de São Paulo, congelou os óvulos antes de retirar os ovários. Essa técnica possibilita que possam ser *fertilizados e * implantados em sua esposa, Andressa Ferreira.

A ideia é que, caso decidam aumentar a família, possam realizar esse sonho. A técnica utilizada, caso o casal decida ter filhos, é a FIV (fertilização in vitro). Esse é um procedimento comum para mulheres que desejam postergar a maternidade. Com o procedimento, o óvulo é colhido via exame transvaginal e congelado durante o tempo que a paciente necessitar. Depois, quando chegar o momento escolhido para a gravidez, eles são fertilizados no laboratório, com sêmen do marido, e implantados no útero da mulher. No caso de Thammy e Andressa, elas vão precisar de um doador escolhido em um banco de sêmen, a fim de concluir o processo.

Quanto antes os óvulos forem congelados, melhor: a produção de óvulos no corpo diminui ao longo dos anos. Quando estão jovens, aumentam as chances de sucesso na gestação. Esse procedimento foi o mesmo aplicado para gerar o primeiro filho do casal, o primogênito Bento. Com o esperma de um doador e as técnicas de FIV, foi possível concretizar esse sonho. A diferença é que a gestação foi realizada com o óvulo de Andressa. Caso decida usar algum de seus óvulos congelados, a criança terá o DNA de Thammy, o que não ocorreu na primeira gravidez.

Os avanços na tecnologia e na medicina permitem que os casais tenham filhos, independente da orientação e da idade. Agende sua consulta e saiba quais são as melhores opções ao seu caso.

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Tudo o que você precisa saber sobre reprodução assistida em 5 pontos

Nem todos os casais conseguem ter um bebê com facilidade. Alguns se frustram tentativa após tentativa, mesmo em idade fértil.Quando a gravidez não acontece até um ano mantendo relações sem contraceptivos, ocorre a infertilidade conjugal. Estima-se que até 15% da população passe por esse problema. Quanto mais se envelhece, maior a dificuldade. É nessas horas que convém pedir uma mão à reprodução assistida.

Esse é um ramo que só cresce na medicina. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as clínicas de reprodução assistida realizaram 43 098 ciclos de fertilização in vitro só em 2018. A procura também é elevada entre as pessoas que desejam preservar a fertilidade no futuro: em 2018, havia 88 776 embriões congelados, segundo relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões. Com esse cenário de alta procura, surgem, também, muitas dúvidas. Por isso, tracei 5 pontos fundamentais para você entender melhor sobre esse assunto.

1.Quando é necessário procurar a reprodução assistida?
A orientação é para casais com mais de 30 anos que não conseguem engravidar após um ano de tentativa. A partir dos 35 anos, a fertilidade feminina diminui, aumentando também as chances de uma gestação de risco. Se o número de espermatozoides do homem estiver nulo ou muito baixo, ou se a mulher apresentar problemas persistentes na ovulação ou trompas, será necessário aderir à reprodução assistida.

  1. Existem exames para comprovar a infertilidade?
    Quando há suspeita, são solicitadas avaliações para o casal. Inicialmente, verifica-se a existência de alguma infecção sexualmente transmissível, realizando-se a dosagem de hormônios exames de sorologias no sangue do homem e da mulher. Nas mulheres, checa-se a ovulação, o útero e as trompas. Já no homem, é realizado o espermograma e verifica-se a função sexual do casal. Dependendo dos resultados, são recomendadas medidas prévias, como uso de medicamentos ou mudanças no estilo de vida
  2. O que é a inseminação artificial?
    O processo se inicia com o uso de hormônios e acompanhamento do tamanho dos folículos ovarianos. Próximo do dia da ovulação da mulher, o esperma do homem é coletado e passa por testes que avaliam a mobilidade e qualidade das células. Quando a mulher estiver ovulando, o sêmen será inserido no colo do útero por meio de uma pequena sonda via canal vaginal e, após 10 a 15 dias, realiza-se o teste para descobrir se o processo foi bem sucedido.
  3. O que é a fertilização in vitro?
    Entre 10 e 12 dias após a administração de hormônios, ocorre a coleta dos gametas masculino e feminino. Os espermatozoides são testados, e o material passa para a fase de fecundação, quando há duas técnicas possíveis: na tradicional, são colocados sobre um óvulo; na outra, são inseridos diretamente dentro do óvulo. Depois de três a cinco dias, o embrião formado com a união das células é transferido ao útero por um cateter e, dez dias depois, é possível saber se deu tudo certo.
  4. Além dos casais que desejam engravidar, quem tira proveito dessas técnicas? Métodos como o congelamento de óvulos ou sêmen podem ser benéficos em casos de casais que pretendem realizar esse sonho em um futuro mais distante, sem que haja o risco de a idade atrapalhar os planos. Pessoas que vão se tratar de um câncer, por exemplo, também costumam fazer isso antes de passar pela quimo ou radioterapia, que podem afetar a fertilidade. Casais LGBT são outro público com interesse na reprodução assistida, que permite filhos biológicos com sêmen de doador, no caso das mulheres, ou óvulo de doadora e útero de substituição, no caso dos homens.
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Cuidado com as notícias falsas: vacinas para combater a covid-19 não tem relação com a infertilidade

As alegações espalhadas nas redes sociais de que as vacinas contra a covid-19 podem afetar a fertilidade feminina são falsas. Essas notícias têm sido disseminadas e falam que a vacina deixaria as mulheres inférteis ou faria seus próprios corpos atacarem a placenta.

Não há nenhum mecanismo biológico que explique uma possível relação entre fertilidade e a vacinação: não existe capacidade de a vacina transmitir o vírus, nem de alterar a composição genética do corpo.  Na realidade, há muitas evidências vindas de outras vacinas do tipo, incluindo a da gripe, de que não há nenhum impacto na fertilidade, sendo também seguras para uso durante a gravidez. A infecção pelo coronavírus pode, em alguns casos, causar problemas na saúde reprodutiva, mas a probabilidade de alguém ter problemas é muito maior nesse caso, quando comparada à situação de alguém que já está vacinado. 

Algumas postagens sugeriram, também, que a vacina da Pfizer poderia afetar a fertilidade porque contém proteínas utilizadas para fazer a placenta, levando o corpo a atacar sua própria placenta. Isso é uma mentira: embora essa vacina tenha uma proteína semelhante com a que o corpo desenvolve na placenta, não há risco de confundir o corpo humano por causa da familiaridade entre ambas. No caso de mulheres que já estão grávidas, os cientistas destacam que os efeitos das vacinas existentes contra a covid-19 ainda não foram testadas nesse grupo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recomendações sobre as vacinas oferecidas pela Pfizer-BionTech e Moderna, aconselhando que grávidas não sejam vacinadas, mas o alerta está baseado na falta de dados, não em evidências de que tomar a injeção pode causar prejuízos à saúde da gestante. Porém, quando uma mulher grávida apresenta um alto risco de exposição ao vírus, como no caso das profissionais de saúde, ou apresenta comorbidades, a OMS aconselha que a vacinação seja discutida com o médico de confiança. Mulheres grávidas correm maior risco de desenvolver sintomas graves da doença do que as não grávidas, além de haver associação com maior chance de desenvolvimento do parto prematuro.

No Brasil, o Ministério da Saúde adverte que a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gestantes, recomendando que grávidas enquadradas em grupos prioritários devem realizar a vacinação após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios. No caso de mulheres que estão amamentando, as evidências indicam riscos colaterais muito baixos, sugerindo que não há problema em vaciná-las. 

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Infertilidade é multifatorial, conheça as possíveis causas

Muitas pessoas se surpreendem, mas as estatísticas indicam que até 15% os casais não conseguem engravidar, após um ano de tentativas. Quando isso acontece, podemos considerar infertilidade. O que pode explicar isso? 

Segundo estudos, a qualidade média do sêmen dos homens vem decaindo nas últimas décadas, mas há outras circunstâncias também envolvidas, como disfunções de ovulação, endometriose, baixa qualidade dos óvulos e adiamento da maternidade. Além disso, os hábitos de vida podem impactar, como o tabagismo, álcool e a má alimentação aliada ao sedentarismo. Tudo isso influencia na concepção de um filho. No caso dos homens, há pesquisas que evidenciam piora na morfologia e concentração dos espermatozoides, impactando a fecundação e desenvolvimento do embrião. 


Em relação às mulheres, acontece uma queda no estoque de óvulos: na verdade, ela nasce com todos, que vão sendo consumidos ao longo da vida reprodutiva e, com a idade mais avançada, há piora na qualidade. A poluição do ar também interfere nesse processo: homens e mulheres que trabalham ao ar livre, em cidades grandes, têm maior dificuldade em engravidar devido ao excesso de exposição a agentes poluentes. Vários produtos químicos podem alterar a expressão de genes, inibindo-os ou os ativando em excesso, como o gene SHBG, que possui alelos que estimulam a expressão e maior produção de SHBG, podendo diminuir os níveis de testosterona. 

O tabagismo, acompanhado de dieta inadequada, impactam ainda mais a capacidade reprodutiva dos casais. O cigarro contém toxinas como nicotina e zinco, além de substâncias radioativas, que afetam significativamente a fertilidade, desde a produção dos espermatozoides até a movimentação tubária. Dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) apontam que homens e mulheres fumantes apresentam três vezes mais chances de sofrerem com infertilidade, quando comparados a não fumantes. 

Em relação à dieta, um estudo da Boston University School of Medicine, realizado com mulheres norte-americanas e canadenses entre 21 e 45 anos, indicou que aquelas que consumiam ao menos um copo de refrigerante por dia tinham 25% menos chances de engravidar. A alimentação com consumo em excesso de açúcar também foi apontada como ruim, pois atrapalha a atuação de hormônios necessários para a reprodução, além de inibir genes que regulam os níveis de estrogênio e testosterona. 

No caso da obesidade, estima-se que reduza até 60% da capacidade reprodutiva em mulheres, afetando em 50% a capacidade reprodutiva masculina. O excesso de gordura corporal interfere na produção adequada de hormônios: no homem, há um aquecimento maior da região genital, prejudicando a quantidade de espermatozoides. Dormir mal também pode ser o problema para os casais inférteis: o sono é fundamental no relaxamento da hipófise, glândula responsável pela produção de uma série de hormônios, inclusive aqueles que estimulam ovários e testículos. 

Como você deve ter notado, quando o repouso é prejudicado, essa glândula não funciona corretamente, o que interfere na fertilidade. Existem vários fatores que podem estar afetando a saúde reprodutiva do casal, por isso indicamos uma avaliação especializada para o tratamento correto. Agende sua consulta!

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Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência: educação e informação para conscientizar

De 01 a 08 de fevereiro, ocorre a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Definida pela Lei n° 13.798/2019, a ideia é informar a população acerca das medidas educativas para reduzir as taxas de gravidez nesta faixa etária, que vai dos 10 a 20 anos incompletos, o que representa 23% dos brasileiros. 

Para você ter noção da importância dessa ação, há em média 400 mil casos anuais, com 28.244 filhos de meninas entre 10 e 14 anos em nosso país. A gravidez na adolescência é uma realidade, predominante em praticamente todos os países em desenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que a gestação nessa fase da vida é um risco não só ao desenvolvimento do bebê, mas também à saúde e integridade da mãe, elevando as chances de complicações e agravando problemas socioeconômicos em grande parte das famílias. 

Diversos fatores explicam esse número elevado, sendo um dos principais a falta de informação sobre os direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Além disso, existem as questões psicossociais, que contribuem na falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde, caracterizando a falta de acesso ou o uso incorreto dos métodos contraceptivos. Existem fatores que aumentam a chance de complicações para uma gravidez na adolescência, como: 

–  Idade menor que 16 anos ou ocorrência da primeira menstruação há menos de 2 anos, o que causa o fenômeno do duplo anabolismo, com a competição entre mãe e feto pelos mesmos nutrientes;

– Altura da adolescente inferior a 150 cm ou peso menor que 45 kg;

– Adolescente usuária de álcool ou outras drogas; 

– Gestação decorrente de abuso/estupro ou ato de violência sexual;

– Tentativa de interromper a gestação por quaisquer meios; 

– Existência de atitudes negativas quanto à gestação ou rejeição ao feto;

– Dificuldade de acesso e acompanhamento aos serviços de pré-natal e exames de rotina;

– Presença de doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas ou renais, infecções sexualmente transmissíveis)

– Presença de doenças agudas e emergentes como zika e dengue;

-Ocorrência de pré-eclâmpsia ou desproporção pélvica-fetal, gravidez de gêmeos, complicações obstétricas durante o parto;

– Falta de apoio familiar às adolescentes.

Como mencionei anteriormente, os riscos se estendem ao recém-nascido, com maior probabilidade de prematuridade em idades gestacionais abaixo do peso, possível formação de anomalias e síndromes congênitas, necessidade de cuidados intensivos, falta de estrutura médica e familiar. Esses são alguns problemas comumente enfrentados em gestações nesta fase.

Informação e educação para prevenir e conscientizar 

A educação é o principal aliado para prevenir e conscientizar a população jovem, visando ao bem-estar desse grupo e ao comportamento sexual responsável. A igualdade e equidade de gênero, o respeito ao próximo, a formação de políticas públicas e a conscientização dos métodos contraceptivos é muito importante na prevenção da gravidez na adolescência, além do HIV e demais ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

Organizações como a OMS e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) orientam a elaboração de guias metodológicos e operacionais para serem baseados em direitos humanos e sexuais, sem quaisquer distinções étnicas, de gênero, religiosas, econômicas ou sociais. É essencial recorrer sempre a informações científicas e aos cuidados recomendados pelos órgãos de saúde. Garantir o desenvolvimento integral na adolescência é responsabilidade coletiva, que depende da união entre diversos agentes sociais, bem como instituições públicas e privadas. Confira mais informações aqui. 

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2021 é um bom ano para engravidar?

A pandemia foi motivo para que até 34% das mulheres apoiassem a gravidez, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Guttmacher, organização líder em pesquisas de saúde, sexualidade e reprodução. Agora, a dúvida é se é seguro retomar essa ideia em 2021.

Boa parte das mulheres que adiaram a gestação iriam realizar algum tratamento de Reprodução Assistida. Porém, em abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e as entidades de Reprodução Humana orientaram que os tratamentos fossem temporariamente suspensos, caso possível, no Brasil. Agora, com a chegada da vacina em nosso país, há sinais otimistas para que os planos voltem. Com os rigorosos protocolos para atendimento, seguido por todos os médicos confiáveis, as mulheres não precisam mais postergar o sonho.

Ainda não há estudos conclusivos que comprovem a transmissão vertical do vírus da COID-19 de mãe para filho dentro do útero. A comunidade médica segue analisando os casos de bebês que testaram positivo, mas ainda não são casos concretos. O primeiro passo para uma boa gestação em 2021, seja de forma natural ou com técnicas de reprodução assistida, exige a avaliação da saúde do casal, como o histórico familiar ou algum problema causado em gravidez anterior. 

A idade continua sendo um fator de extrema relevância na tomada de decisão. Se a futura mãe tem mais de 35 anos e está tentando a primeira gestação, deve avaliar com o médico a segurança de prosseguir adiando a gravidez, pois a idade afeta a qualidade e quantidade dos óvulos. Descobrir o histórico familiar também é fundamental, investigando se há alguma condição genética que possa gerar riscos de infertilidade ou perda do bebê. 

Quando a gravidez vier, a dica é a mesma de sempre: manter hábitos saudáveis e visitar o ginecologista e obstetra regularmente. Seguir os protocolos preventivos é essencial para todas as pessoas. Se, após um ano de tentativas, o casal continuar sem sucesso, será necessário procurar um especialista em reprodução assistida. Existem diversos métodos que podem ajudar, confira aqui.

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