Está com dificuldade para engravidar? Conte com a reprodução assistida para ajudar a realizar esse sonho!

A infertilidade conjugal, conhecida como a dificuldade para engravidar, costuma afetar cerca de 15% da população. Ao contrário do que muitos pensam, engravidar não é um processo fácil: a cada ciclo, a chance de isso ocorrer é de somente 20%, ainda que tenham relações no dia mais fértil. 

A probabilidade de uma gravidez espontânea diminui consideravelmente a partir dos 35 anos, com piora progressiva até chegar na menopausa. Investigar as causas da infertilidade é importante, principalmente após tentativas de engravidar por 12 meses em mulheres baixo de 35 anos e após 6 meses em mulheres acima dessa idade, obedecendo a frequência de relações sexuais a cada 2 dias no período fértil. Nos casos de menstruação irregular ou ausente, a pesquisa da causa deve ser feita antes desse período. 

Em geral, esse não é um problema somente da mulher, mas do casal. A infertilidade pode ser ocasionada tanto por fatores masculinos quanto femininos, seja por anovulação, alterações tubárias ou endometriose ou problemas na formação, transporte e ejaculação de espermatozoides.  Dependendo de qual for o motivo, será indicado o tratamento. A reprodução assistida costuma ser uma ótima estratégia, seja pela indução da ovulação e inseminação, quanto pela fertilização in vitro. 

A maioria dos casais sente frustração ao não realizar a tão sonhada gestação.Exercer a maternidade ou paternidade é um ato de amor, cada vez mais possível com os avanços da medicina. Agende sua avaliação e vamos conversar!

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Reprodução assistida aumenta as chances de gestações múltiplas?

É verdade que as técnicas de reprodução assistida podem aumentar as chances de ter gestações múltiplas? Vamos falar justamente sobre esse assunto. Só para você ter uma ideia, nos últimos 20 anos, o número de gêmeos dobrou e o de trigêmeos aumentou em seis vezes nos Estados Unidos.

Em média, o número de gêmeos nascidos em procedimentos de fertilização in vitro é de 22%, podendo ser maior ou menor, dependendo da quantidade de embriões que será transferida por ciclo. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina recomenda que sejam transferidos até, no máximo, quatro embriões de cada vez. A tendência, no entanto, é a de transferir menos embriões do que isso, a fim de reduzir as taxas gestacionais gemelares. 


Aí é que surge a polêmica: qual o sentido de diminuir o número de gestações múltiplas em um casal que já apresenta dificuldade para engravidar? Não seria mais lógico deixar vir dois ou três bebês, assim o casal não precisa realizar mais o tratamento? Dizer sim pode ser tentador, mas quando olhamos as estatísticas, o melhor é ter um bebê de cada vez.

Isso porque as gestações múltiplas aumentam os riscos de trabalho de parto prematuro, diabetes e hipertensão na gestação, podendo causar atraso no crescimento intrauterino e baixo peso no nascimento. Além disso, o custo econômico acarretado é bem maior, com risco de gerar excesso de fadiga física e desgastes emocionais. A necessidade de cuidados intensivos pode ser um grande problema à família durante e após a gestação. 

Embora muitos casais realizem métodos de reprodução assistida e não se importem com os riscos de gestação múltiplas, é importante entender que a gemelaridade pode ter riscos e não é o objetivo principal do tratamento. Na medida do possível, deve ser evitada, com o objetivo de diminuir os impactos na saúde materno-fetal e na realidade socioeconômica e psicológica da família. 

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Qualidade x quantidade de óvulos

Biologicamente, existe um momento melhor para uma mulher ter filhos. Essa idade é entre os 18 e 30 anos, porque, depois desse período, a capacidade reprodutiva começa a declinar. O envelhecimento afeta a reserva de óvulos, que são armazenados no ovário desde a vida intrauterina. 

Na década de 1960, o começo da independência das mulheres e o surgimento de métodos contraceptivos como a pílula foram importantes para que a maternidade fosse postergada, prevenindo gestações não desejadas. Desde então, a idade média das mulheres na primeira gestação vem aumentando consideravelmente. Recentemente, um trabalho realizado na Holanda realizou um modelo de fertilidade simulado em computador para evidenciar até que idade os casais podem esperar até iniciar uma família, sem comprometer as chances de sucesso.


Segundo os resultados indicados, se o casal deseja ter dois filhos e querem 90% de sucesso, sem o uso de métodos de reprodução assistida, deverá iniciar as tentativas até os 27 anos. As chances caem para 50% quando a tentativa de engravidar for até os 38 anos. Casais que desejam somente um filho, concebido de forma natural e com 90% de chance de sucesso, devem realizar a tentativa até os 32 anos da mulher. Se considerar somente 50% das chances, o número passa a ser 41 anos. Esse é um modelo preditivo e não pode ser considerado infalível, mas sinaliza que a idade influencia na gestação.

E qual a relação com o congelamento de óvulos?

Esse procedimento oferece às mulheres a possibilidade de armazenar os óvulos enquanto ainda estão em boas condições de fertilização e para formar embriões. Essa decisão deve ser tomada, preferencialmente, antes dos 35 anos, pois há diminuição da fertilidade natural e da qualidade dos óvulos após essa faixa etária. Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos também se beneficiam com a técnica, preservando o sonho de ser mãe. 

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Explicamos o que é endometriose, doença que afeta várias mulheres

A endometriose é um problema crônico, caracterizado pela presença de endométrio – tecido que reveste internamente o útero – fora da cavidade uterina. Esses focos de endométrio podem estar localizados nos ovários, nas tubas uterinas e até mesmo em órgãos distantes, como pulmão e cérebro.

As principais consequências são o surgimento de sangramentos, aderências, dor pélvica crônica, dor nas relações sexuais e infertilidade. Embora a doença seja muito antiga, durante muitos séculos foi desvalorizada, com as mulheres sendo tachadas como histéricas ou psicologicamente instáveis por reclamarem da dor pélvica. Ainda hoje, o problema é subvalorizado, causando atraso no diagnóstico da endometriose. Há estudos que indicam demora de até 7 anos para a correta identificação da doença. 

Por isso, é essencial dar atenção aos sintomas e procurar ajuda ginecológica o mais rápido possível. Assim, é possível tratar a endometriose e prevenir complicações como a infertilidade, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. O tratamento é personalizado conforme o caso individual, podendo ser cirúrgico ou medicamentoso. 

Essa doença é bastante singular, com várias formas de se manifestar e varia de mulher para mulher. Fatores ambientais e genéticos também influenciam em seu desenvolvimento. Agende sua consulta e não deixe que as consequências se intensifiquem com o tempo.

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Comunicado – Recesso

De 24 de dezembro a 03 de janeiro, estarei em recesso, retornando os atendimentos dia 04 de janeiro.

Desejo a todos boas festas e um ótimo descanso!

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Alimentação influencia no sucesso da fertilização in vitro (FIV)?

Artificial insemination. Fertilization of human egg cell by sperm. IVF in vitro fertilization. 3d illustration

Essa é a dúvida de muitos casais que estão buscando procedimentos de reprodução assistida para o sucesso da gravidez. Afinal, a alimentação tem alguma relação com a fertilidade?

Segundo um estudo recente, realizado nos Estados Unidos com 273 mulheres durante tratamentos de fertilização in vitro (FIV), existe sim. A pesquisa verificou o papel do consumo de grãos integrais nesse processo. Os resultados evidenciaram que a média de ingestão diária dos grãos era de 34 g; porém, as mulheres que comiam em maior quantidade, acima de 52 g por dia, apresentavam maior espessura do endométrio, com mais taxas de implantação nos ciclos de FIV. Esses resultados ajudam a comprovar o papel da dieta sobre a fertilidade, sugerindo a importância de mais pesquisas na área.

A infertilidade pode ser causada pela alimentação, tanto do homem quanto da mulher, influenciando nas chances de gerar um filho. Dicas como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em gorduras fazem toda a diferença, pois ambos prejudicam o desenvolvimento dos gametas sexuais e podem interferir nos hormônios. Outro grande vilão é o açúcar: seu excesso pode levar ao sobrepeso, atrapalhando a formação dos gametas e, consequentemente, a fertilidade.

Aumentar o consumo de vegetais, frutas e legumes também é essencial, pois são alimentos com substâncias antioxidantes, que limpam nosso organismo de moléculas nocivas, como os radicais livres. Para manter os níveis de fertilidade do casal favoráveis, é preciso adotar um estilo de vida saudável. As chances serão mais promissoras!

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Dia do Médico

Formatura PUCRS
ATM 2004
Arquivo pessoal

No dia 18 de Outubro é comemorado o Dia do Médico, uma data escolhida em referência ao Dia de São Lucas, santo padroeiro da Medicina. Nesse ano de 2020, enquanto o mundo atravessa uma pandemia de coronavírus com consequências devastadoras, o trabalho dos médicos e demais profissionais de saúde está sendo ainda mais importante para a sociedade. Ao nos depararmos nos noticiários com o número de mortos pela COVID-19, precisamos pensar no outro lado: aqueles que se lutaram, aqueles que se curaram, e aqueles familiares que ficaram. Para todas essas pessoas, os médicos exercem um papel importantíssimo, nem sempre de curar, pois não se ganham todas as batalhas, mas de cuidar e confortar sempre. Uma palavra doce, um abraço (ahh que falta ele faz), uma ligação para um ente querido, uma medicação para amenizar a dor, sempre se pode ajudar alguém. Sou muito grata por poder exercer minha profissão e cuidar das pessoas.

Parabéns a todos os médicos, hoje e sempre!

Dra. Carolina Andreoli – CRM/RS 28814

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Redução da Mortalidade Materna

28 de Maio – Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

Em 28 de Maio comemora-se o Dia Nacional de Redução da  Mortalidade Materna, e também o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. Você sabe porque essas datas são tão importantes?

A mortalidade materna é aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o parto. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 830 mulheres morrem todos os dias por causas evitáveis relacionadas à gestação e o parto. A maioria dos óbitos ocorre em países em desenvolvimento. Duas regiões, a África sub-saariana e o Sul da Ásia, contribuem com 86% dos óbitos. Entre 2000 e 2017 houve redução de 38% na taxa de mortalidade materna global, de 342 para 211 mortes a cada 100.000 nascidos vivos. Isso significa uma redução anual de 2.9%. Apesar da queda substancial, esse número representa menos da metade da queda anual necessária de 6.4% para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de até 70 mortes maternas a cada 100.000 nascidos vivos.

Não são só as mortes que preocupam os especialistas. Para cada mulher que morre, aproximadamente 20 apresentam lesões graves, infecções e sequelas. As adolescentes também preocupam, e o risco de morte materna está aumentado em gestantes de até 15 anos.

A principal causa de morte materna é a hemorragia (27% dos casos). Outras causas importantes são os distúrbios hipertensivos (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), infecções, complicações no parto e abortos clandestinos.

Como evitar essas mortes maternas?

  • Todas as mulheres devem ter acompanhamento com profissionais capacitados durante o pré-natal, parto e pós-parto
  • A pré-eclâmpsia deve ser detectada e tratada antes das convulsões e de outras complicações potencialmente fatais; o uso do sulfato de magnésio reduz o risco de eclâmpsia
  • A hemorragia grave pós-parto pode matar uma mulher saudável em poucas horas, e o uso da oxitocina  logo após o nascimento previne 60% dos casos de hemorragia 
  • A infecção pós-parto pode ser eliminada se uma boa higiene for praticada e seus primeiros sinais forem reconhecidos e logo tratados
  • Devemos evitar gestações indesejadas e precoces (na adolescência), oferecendo métodos contraceptivos e assistência a abortos seguros onde a legislação permitir

Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia

A hemorragia no pós-parto é uma das maiores causas de mortes de mães na região das Américas. Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) – por meio do Centro Latino-Americano para Perinatologia – Saúde das Mulheres e Reprodutiva (CLAP/SMR) – lançou em 2014 a estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, que tem como objetivo mobilizar governos, sociedade civil e comunidades em lugares onde a hemorragia obstétrica é a principal causa das mortes maternas.

O projeto – que também é desenvolvido na Bolívia, na Guatemala, no Haiti, no Peru e na República Dominicana – foi implantado no Brasil em 2015 em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil.

Juntos, a OPAS/OMS e o Ministério da Saúde organizam uma série de oficinas de capacitação de profissionais por meio da estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia.

Dra. Carolina Andreoli – CRM/RS 28814

REFERÊNCIAS:

UNICEF Maternal Mortality: https://data.unicef.org/topic/maternal-health/maternal-mortality/

WHO Maternal Mortality: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/maternal-mortality

OPAS Brasil Mortalidade Materna: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5741:folha-informativa-mortalidade-materna&Itemid=820

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Dia Internacional da Enfermagem

O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado mundialmente desde 1965. Porém, oficialmente, esta data só foi estabelecida em 1974, a partir de decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros. O dia 12 de maio foi escolhido como homenagem ao nascimento da britânica Florence Nightingale, uma pioneira da enfermagem moderna, que nasceu em 12 de maio de 1820.

Nightingale foi uma jovem que se rebelou contra o papel submisso que as mulheres exerciam na sociedade de sua época, destinadas ao casamento e à maternidade. Por isso, tornou-se enfermeira, uma profissão que era destinada às freiras. Ela fundou a Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas, que depois receberia seu nome. Lá foram lançadas as bases do ensino de enfermagem e de lá saíram as primeiras enfermeiras diplomadas.

No Brasil, entre 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, relembrando outra mulher que foi pioneira e dedicou sua vida à profissão: a baiana Ana Néri (Ana Ferreira Justina Néri). Nascida em 13 de dezembro de 1814, falecida em 20 de maio de 1880, ela deixou de lado uma vida tranquila e de posses para servir como voluntária na Guerra do Paraguai (1865-1870) cuidando dos soldados brasileiros na frente de batalha.

Extraído de: https://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/0512—dia-do-enfermeiro.htm

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Telemedicina

Para reduzir a disseminação do coronavírus, a principal estratégia adotada no mundo todo é o distanciamento social. Serviços essenciais, contudo, não podem parar, entre eles os atendimentos médicos. Pensando nisso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) sugeriu e o Ministério da Saúde publicou a portaria nº 467 de 20 de março de 2020 autorizando em caráter excepcional e temporário as ações de Telemedicina, enquanto durar o estado de emergência nacional.

As ações de Telemedicina, de acordo com o ofício do CFM, incluem: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. O objetivo é proteger as pessoas da exposição durante as idas e vindas ao médico, e ao mesmo tempo não deixá-las desamparadas ou desassistidas.

Uma consulta por meios digitais pode ser suficiente em diversas situações, sanando dúvidas e orientando os pacientes quanto à necessidade de atendimento médico presencial para adequado exame físico. Diversos planos de saúde estão se adequando a essa necessidade, criando plataformas para atendimento on-line e viabilizando a conexão médico-paciente. O Conselho Regional de Medicina do RS (CREMERS) disponibilizou uma plataforma exclusiva na internet para que os médicos possam gerar receitas comuns/especiais e atestados médicos; os documentos são enviados pelo próprio CREMERS para o e-mail do paciente, com validação e prontos para o uso.

Pensando em tudo isso, decidi aderir e estou disponibilizando consultas à distância (telemedicina), seguindo as normas éticas e recomendações dos conselhos de Medicina. Para dúvidas e agendamentos, ligue para o consultório:

  • (51) 3311-0075 ou 3311-0671
  • (51) 99916-7650 (Whatsapp para agendamento de consultas)

Dra. Carolina Andreoli – CRM/RS 28814

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